Até quando você vai ficar usando rédea?!
Rindo da própria tragédia
Até quando você vai ficar usando rédea?!
Pobre, rico ou classe média
Até quando você vai levar cascudo mudo?
Muda, muda essa postura
Até quando você vai ficando mudo?
Muda que o medo é um modo de fazer censura.
Rindo da própria tragédia
Até quando você vai ficar usando rédea?!
Pobre, rico ou classe média
Até quando você vai levar cascudo mudo?
Muda, muda essa postura
Até quando você vai ficando mudo?
Muda que o medo é um modo de fazer censura.
Na real, esta
é a trilha sonora perfeita para nosso atual cenário, onde vândalos, baderneiros
e até homicidas, fazem o que querem nos entornos de todas as praças esportivas
tupiniquins. Sim, estamos falando de futebol. Graças à total falta de pulso das
autoridades competentes e aliada a indignação inexistente e quase nula cobrança
por parte da população e mídia esportiva, ir aos estádios brasileiros continua
sendo uma grande oportunidade para acabar perdendo a vida.
“Dois torcedores são mortos a tiros a caminho
do estádio em Fortaleza”, diz a matéria de ontem no Globoesporte.com. Horas
antes do clássico, no novo Castelão, pasmem, nem com novos estádios a violência
diminui, dois cidadãos foram assassinados assim que desceram da lotação e partiam para assistir ao jogo Fortaleza e Ceará. E não é só isso: hoje, assistindo o
FoxSports Rádio, em entrevista ao vivo com um jogador do Sport que não me
recordo o nome, acabei descobrindo que ao sair do estádio, após empate em 2x2
contra o Santa Cruz, torcedores do time rival seguiram o ônibus que
levava os jogadores do Leão para casa e ameaçaram os jogadores, um deles
estando inclusive armado. Lamentável.
Para piorar a
situação, é notório de todos que estamos exportando crimes para os estádios dos
outros. Quem não se lembra do acontecido com Kevin Espada, no confronto entre
Corinthians e San José, na montanha bolivariana? O que aconteceu depois? Breve comoção
seguida de mais mortes e violência nos estádios como vimos acima. Pior, o caso
virou uma tremenda disputa burocrática e política entre os dois países, com
muito “anjo” tentando ajudar os enfermos presos.
A verdade é
que a culpa destes acontecimentos devem ser distribuídos entre a CBF, políticos
e, porque não, a própria população. É dever do povo, já que as esferas
responsáveis são brandas na questão de punição aos responsáveis, realizar uma
forte cobrança, parar o País, porra, quantos protestos não existem por aí
contra deputados, presidentes e afins? Estamos falando do nosso futebol, da
segurança do pai e mãe de família, de seus filhos que adoram ir ao Morumbi,
Pacaembú, Vila, Mineirão, Ilha, Frasqueirão, Maracanã e diversas outras praças
esportivas pelo simples motivo de se divertir e gritar em plenos pulmões para
seu clube de coração. É hora para reflexão nacional e hora de um basta
definitivo para o bem do futebol brasileiro.
Muda que quando a gente muda o mundo muda com a
gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente!
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro!Até quando você vai ficar levando porrada,
até quando vai ficar sem fazer nada
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente!
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro!Até quando você vai ficar levando porrada,
até quando vai ficar sem fazer nada
(Até Quando? Gabriel o Pensador, 2001)

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