Sou fã assumido do jogo da bola laranja desde o final da década
de 90, quando virava as madrugadas para assistir dois grandes craques
desfilarem seu potencial. Nunca me importei com Kobe, O’neal, Malone ou
Robinson, o que gostava mesmo de assistir era Iverson, com sua habilidade fora
do comum e arremessos certeiros e Kevin Garnett, um explosivo ala-pivô que
enterrava contra qualquer um na sua frente. Vendo esses caras e sua intensidade
nas quadras, jogar basquete parecia fácil.
Infelizmente, nunca pude ver Iverson campeão da NBA. Boa
parte desta culpa pode ser colocada na maldita dupla Kobe/O’neal que
monopolizaram sua época e os 76 Sixers não eram páreo, ninguém o era. KG também
jogava no modesto time de Minesota e nunca chegou perto da grande final. Era preciso
mudar de ares...
E foi rumando para Boston que Kevin Garnett conquistou o
auge de sua carreira e o que lhe faltava: o anel de campeão. A galera de verde
formou um incrível time que era capitaneado por Pierce, KG e Allen, um dos mais
fortes que já vi jogar na vida. Melhor, com sua ida aos Celtics, Garnett
aprimorou sua rivalidade com os caras de Los Angeles. Ver um duelo Celtics x
Lakers nos últimos dez anos foi sempre de arrepiar e uma das horas mais
gostosas da minha vida nos esportes.
“Só existem dois times onde a única opção é vencer o campeonato
e a derrota significa um péssimo ano, independente dos resultados”. As palavras
são de Kobe Bryant, se referindo à Celtics e Lakers. Um clássico do basquete.
KG nunca vai assumir isso, mas com certeza deixou uma margem
confortável de pontos para conquistar a marca histórica de 25 mil (apenas 16
caras já fizeram isso) pontos na NBA exatamente contra o Lakers. Com o início
do jogo nos Jardim, sua casa, faltaram apenas seis para fazer do time de amarelo,
seu principal rival e sua maior marca. E mesmo contra o Howard, um gigante no
garrafão, e a força defensiva de Artest e Bryant, Garnett subiu em um arremesso
difícil, do perímetro... Queria que o ponto mágico fosse sua tradicional
enterrada na cozinha amarela, com aqueles socos no peito que são sua marca
registrada. Diferente disso, o lance
veio do perímetro e a lá Dirk a redonda foi direto na redinha e o negão chegou
aos 25 mil pontos na carreira.
Por fim, o jogo foi levado facilmente e os de verde venceram.
O Lakers, um time que está em grande sequencia de jogos fora de seus domínios,
não teve gás para marcar a ofensiva de Lee, Pierce e Garnett. Já os Celtics
chegam a sua sexta vitória seguida, um alento na temporada após a crítica lesão
de Rondo. Parabéns KG, décimo sexto jogador com 25 mil pontos na NBA

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