É verdade que desta vez a zaga se encontrou e mostrou solidez,
tirando o recuo infeliz de Tolói no clássico de ontem, e já são algumas
partidas seguidas sem o temível caos aéreo que foi presença constante neste
início de ano. Também é verdade que Carleto desempenha na esquerda um papel de
lateral, nada fora do comum, mas que pelo menos consegue cruzar bolas e oferece
perigo em faltas e escanteios. Por fim, a implantação do esquema com quatro no
meio de campo, somada com a já solicitada sequencia de Paulo Henrique Ganso,
encaixou de vez, com muito toque e movimentação, além de grande vontade de todo
o setor na marcação. Com todas essas verdades é possível afirmar que o time do
São Paulo voltou a ser competitivo, com bom contra ataque e solidez defensiva.
No papel tudo ok, mas uma coisa me deixa tenso e com uma pulga gigante atrás da
orelha: derrotas em demasia em jogos chave.
Ney Franco utilizou o que tem de melhor no clássico contra o
Corinthians e realmente o time jogou muita bola, colocando o forte adversário
muitas vezes na roda e dominando boa parte da partida. Ganso e Jádson ditaram o
ritmo do meio campo, o melhor setor do time no jogo de ontem. O time criou
muitas chances e algumas até cara a cara com o goleiro Cássio, mas falhou
bisonhamente na finalização, seja por preciosismo ou por erro mesmo. Com isso
acabou tomando a virada do rival que ganhou o estádio do Governo e patrocínio
público em seus domínios, mesmo pressionando no fim do jogo.
Com essa derrota amarga, o tricolor ainda não conseguiu ganhar
um jogo chave neste ano. E foram vários: derrota para Corinthians e Santos e
empate com o Palmeiras (Paulistão Chevrolet), além de derrotas para Arsenal e
Atlético Mineiro (pela Libertadores) que azedaram de vez a chance de
classificação da equipe do Morumbi no torneio internacional. Para piorar, após
um empate horrível, acabamos derrotados na Argentina de forma vergonhosa e olha
que os caras da terra do Papa são inferiores até do que os nossos reservas.
Nos últimos quatro
jogos o esquema só evoluiu. Enfrentamos equipes fracas para aperfeiçoá-lo e
melhorar o balanço defensivo. O balanço foi ótimo, três vitórias, muita posse
de bola e a volta dos gols do Fabuloso. A derrota para o Corinthians no último
jogo teste ser viu para mostrar que é preciso concentração os 90 minutos, que a
posse de bola e os passes em sequencia são fundamentais, mas apenas se lá na
frente houver conclusão melhor nas chances criadas. Este tem que ser o último
jogo chave perdido pelo São Paulo no semestre, isso se quiser classificar na
Libertadores e ser campeão Paulista após quase 8 anos.
Para esta quinta-feira, a galerinha Bolivariana lá do alto
do cume é a primeira adversária. Será preciso que os caras do meio trabalhem
bastante a bola, isso evitará o desgaste físico e fechem de qualquer jeito a
casinha, já que o “narigudão” dos caras adora chutar de tudo que é lado e a
bola lá corre mais do que o Usain Bolt. Por fim, que Aloísio esteja com aquela
raça costumeira, mas com um pouco mais de sorte nos arremates, pois vamos
precisar e muito. O Atlético Mineiro mostrou que é possível superar a trupe de
amarelo no alto do morro, basta apenas foco, força de vontade e um pouco de
sorte.
Agora não adianta mais simplesmente jogar bonito e tocar a
bola, É PRECISO VENCER OS JOGOS CHAVE. Eu acredito, e você?

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