A noite foi fenomenal na UEFA Champions League. Diversos
personagens em destaque, estádios lotados, emoção até o último minuto de
acréscimo, golaços, erros crassos da arbitragem... aconteceu realmente de tudo
desde que a bola começou a rolar na Alemanha e Turquia. Agora: uma parada que não posso deixar de destacar
é a péssima arbitragem nos dois confrontos, com três gols em impedimento. No
final o Real Madrid perdeu, mas levou, na Turquia e o Dortmund se classificou em
um jogo épico na Alemanha, jogo este que você acompanha a crônica abaixo.
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| Felipe Santana, o cara da partida! |
Dortmund 3 x 2 Málaga
Quando o torcedor alemão viu no sorteio que seu confronto
seria contra o Málaga, do ilustre Antônio Banderas, abriu um tremendo sorriso. Pudera, a equipe
espanhola participava do campeonato pela primeira vez e já não contava com o
massivo investimento árabe do ano anterior. Nem o 0x0, excelente para os espanhóis,
no jogo de ida tiravam a certeza da classificação.
O jogo começou truncado, com uma solidez defensiva
exorbitante do time azul e um ataque pouco inspirado pela parte alemã. Reus e
Götze, bem marcados, pouco produziam e Lewandoviski tinha que se virar isolado
no ataque. Já o Málaga era muito perigoso nos contra-ataques. Seu ferrolho, armado
apenas com Júlio Baptista no ataque e com Isco e Joaquim chegando de trás foi tão
bem feito que encurralou o ataque dos amarelos, algo que eu achava ser
praticamente impossível de se fazer. Nada funcionava para o Dortmund e a bola
não chegava com qualidade para a finalização.
Em seu
primeiro bom contra-ataque do jogo o Málaga abriu o placar aos 25 minutos.
Enfiado no ataque, Júlio Baptista ganhou da zaga e encontrou Isco pela ponta
esquerda. A bola sobrou para Joaquim que, no maior estilo Danilo, cortou para
dentro e chutou de fora no cantinho e sem chances para Weinderfeller. Surpresa
na Alemanha!
O gol adversário confirmou de vez a pane ofensiva do
Dortmund no primeiro tempo. Para você ter uma ideia, Demichelis, o grosso
zagueiro argentino, não perdia uma só jogada na partida. Götze, Reus,
Lewandoviski e Gündogan mal trocavam cinco passes e o jogo passou a ser
dramático. Era preciso algo genial para mudar o panorama da partida. Não
aconteceu algo fantástico, mas mágico aos 40 minutos: Götze achou Reus livre
pela intermediária e antes de qualquer marcação se aproximar tocou de calcanhar
magistralmente para Levandoviski. O Polonês cortou o goleiro e foi para as
redes. GOLAÇO, GOLAÇO, GOLAÇO e empate no placar. Manolo, eu não entendia batatas do que a torcida alemã
gritava, mas, ao empatar o jogo o estádio veio abaixo e o time da casa partiu
para cima e viveu o seu melhor momento em toda a partida. Por pouco viraram o
placar.
Veio o segundo tempo e o Málaga continuou com sua
postura defensiva. A parada era tão
intensa que os alemães ficavam putos da vida com os insucessos ofensivos. Para piorar,
os espanhóis continuavam bem no ataque, agora formado por Isco e Joaquim. Em um
desses lances, falta ensaiada no meio campo e a bola sobrou para Joaquim livre,
da marca penal, tocar de cabeça no contrapé do goleiro... Como um gato,
Weinderfeller salvou o que, na minha opinião, seria o gol da classificação
espanhola. Uma puta defesa em um lance capital, um puta jogo, uma puta quarta
de final histórica.
Sem poder ofensivo e tendo que marcar um gol o
Dortmund partiu para cima. Götze continuava péssimo, o que contribuía para o
enervamento da equipe. Nem com a entrada de Sahin o time melhorava. Para piorar a história, outra grande jogada de Júlio
Baptista, que invadiu a área e bateu cruzado sem chances para o goleiro. A bola
ia entrar, mas Eliseu, que tinha acabado de entrar e estava na banheira, tocou
para as redes alterando novamente o placar 1x2. O juiz confirmou o gol e
aumentou o desespero dos amarelos.
Agora o time da casa precisava fazer dois gols e em
minguados 10 minutos. Um final trágico para a equipe líder do grupo da morte na
primeira fase e invicta uns trocentos jogos em seus domínios. A situação era
tão ruim que nos poucos lances em que chegava ao gol parava em Cabalero. Puta
que pariu cara, o goleiro espanhol, que já tinha fechado o gol no primeiro
jogo, estava demais e parecia que não iria tomar gol nem ferrando.
Na bacia das almas, quando o chope alemão já tinha
esquentado, Klopp, o treineiro estiloso do Dortmund, lança Hummels no time e
coloca o zagueiro gigante brasileiro Felipe Santana na centroavância mesmo, sem
ter que voltar. Abafa geral na cozinha espanhola!
Os deuses do futebol devem ter gostado da iniciativa,
tanto que em 2 minutos tudo mudou e o Dortmund conseguiu justamente os dois
gols que precisava, virando o placar para 3x2 e eliminando os espanhóis. Ah, o
terceiro gol de Felipe Santana estava 2 ou 3x impedido.
Com o apito do juiz, que errou demais por todo o
jogo, os alemães fizeram mais festa do que acontece aqui na October Fest. Com
certeza estão tomando cerveja até agora e a noite em Dortmund será faraônica,
mais louca do que as festas do “Buga Buga” de Berlu. Coube aos espanhóis o
lamento, porém, a certeza de que fizeram uma Champions maravilhosa, duas
partidas semi perfeitas e entraram para a história da competição. QUE JOGO!

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