09/04/2013

O jogo do ano na Europa!


A noite foi fenomenal na UEFA Champions League. Diversos personagens em destaque, estádios lotados, emoção até o último minuto de acréscimo, golaços, erros crassos da arbitragem... aconteceu realmente de tudo desde que a bola começou a rolar na Alemanha e Turquia.  Agora: uma parada que não posso deixar de destacar é a péssima arbitragem nos dois confrontos, com três gols em impedimento. No final o Real Madrid perdeu, mas levou, na Turquia e o Dortmund se classificou em um jogo épico na Alemanha, jogo este que você acompanha a crônica abaixo.


Felipe Santana, o cara da partida!


Dortmund 3 x 2 Málaga

Quando o torcedor alemão viu no sorteio que seu confronto seria contra o Málaga, do ilustre Antônio Banderas, abriu  um tremendo sorriso. Pudera, a equipe espanhola participava do campeonato pela primeira vez e já não contava com o massivo investimento árabe do ano anterior. Nem o 0x0, excelente para os espanhóis, no jogo de ida tiravam a certeza da classificação.

O jogo começou truncado, com uma solidez defensiva exorbitante do time azul e um ataque pouco inspirado pela parte alemã. Reus e Götze, bem marcados, pouco produziam e Lewandoviski tinha que se virar isolado no ataque. Já o Málaga era muito perigoso nos contra-ataques. Seu ferrolho, armado apenas com Júlio Baptista no ataque e com Isco e Joaquim chegando de trás foi tão bem feito que encurralou o ataque dos amarelos, algo que eu achava ser praticamente impossível de se fazer. Nada funcionava para o Dortmund e a bola não chegava com qualidade para a finalização.

Em seu primeiro bom contra-ataque do jogo o Málaga abriu o placar aos 25 minutos. Enfiado no ataque, Júlio Baptista ganhou da zaga e encontrou Isco pela ponta esquerda. A bola sobrou para Joaquim que, no maior estilo Danilo, cortou para dentro e chutou de fora no cantinho e sem chances para Weinderfeller. Surpresa na Alemanha!

O gol adversário confirmou de vez a pane ofensiva do Dortmund no primeiro tempo. Para você ter uma ideia, Demichelis, o grosso zagueiro argentino, não perdia uma só jogada na partida. Götze, Reus, Lewandoviski e Gündogan mal trocavam cinco passes e o jogo passou a ser dramático. Era preciso algo genial para mudar o panorama da partida. Não aconteceu algo fantástico, mas mágico aos 40 minutos: Götze achou Reus livre pela intermediária e antes de qualquer marcação se aproximar tocou de calcanhar magistralmente para Levandoviski. O Polonês cortou o goleiro e foi para as redes. GOLAÇO, GOLAÇO, GOLAÇO e empate no placar. Manolo, eu não entendia batatas do que a torcida alemã gritava, mas, ao empatar o jogo o estádio veio abaixo e o time da casa partiu para cima e viveu o seu melhor momento em toda a partida. Por pouco viraram o placar.

Veio o segundo tempo e o Málaga continuou com sua postura defensiva.  A parada era tão intensa que os alemães ficavam putos da vida com os insucessos ofensivos. Para piorar, os espanhóis continuavam bem no ataque, agora formado por Isco e Joaquim. Em um desses lances, falta ensaiada no meio campo e a bola sobrou para Joaquim livre, da marca penal, tocar de cabeça no contrapé do goleiro... Como um gato, Weinderfeller salvou o que, na minha opinião, seria o gol da classificação espanhola. Uma puta defesa em um lance capital, um puta jogo, uma puta quarta de final histórica.

Sem poder ofensivo e tendo que marcar um gol o Dortmund partiu para cima. Götze continuava péssimo, o que contribuía para o enervamento da equipe. Nem com a entrada de Sahin o time melhorava. Para piorar a história, outra grande jogada de Júlio Baptista, que invadiu a área e bateu cruzado sem chances para o goleiro. A bola ia entrar, mas Eliseu, que tinha acabado de entrar e estava na banheira, tocou para as redes alterando novamente o placar 1x2. O juiz confirmou o gol e aumentou o desespero dos amarelos.

Agora o time da casa precisava fazer dois gols e em minguados 10 minutos. Um final trágico para a equipe líder do grupo da morte na primeira fase e invicta uns trocentos jogos em seus domínios. A situação era tão ruim que nos poucos lances em que chegava ao gol parava em Cabalero. Puta que pariu cara, o goleiro espanhol, que já tinha fechado o gol no primeiro jogo, estava demais e parecia que não iria tomar gol nem ferrando.

Na bacia das almas, quando o chope alemão já tinha esquentado, Klopp, o treineiro estiloso do Dortmund, lança Hummels no time e coloca o zagueiro gigante brasileiro Felipe Santana na centroavância mesmo, sem ter que voltar. Abafa geral na cozinha espanhola!

Os deuses do futebol devem ter gostado da iniciativa, tanto que em 2 minutos tudo mudou e o Dortmund conseguiu justamente os dois gols que precisava, virando o placar para 3x2 e eliminando os espanhóis. Ah, o terceiro gol de Felipe Santana estava 2 ou 3x impedido.

Com o apito do juiz, que errou demais por todo o jogo, os alemães fizeram mais festa do que acontece aqui na October Fest. Com certeza estão tomando cerveja até agora e a noite em Dortmund será faraônica, mais louca do que as festas do “Buga Buga” de Berlu. Coube aos espanhóis o lamento, porém, a certeza de que fizeram uma Champions maravilhosa, duas partidas semi perfeitas e entraram para a história da competição. QUE JOGO!
  

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